quinta-feira, 10 de maio de 2007

CORDÃO UMBILICAL




Cordão Umbilical

As mães não são mais as mesmas. Foi-se a época em que

dedicavam 100% do seu tempo e do seu pensamento às

crianças: hoje, preocupam-se com seu trabalho, sua aparência,

com sua vida afetiva e também com os filhos. O amor é o mesmo,

mas aliviou-se o grude. Tempos modernos.
Antes, todo mundo ficava em baixo do mesmo teto ou da mesma

àrvore no quintal. Ninguém saía da quadra onde morava, e os

olhos maternos funcionavam como pardais eletrônicos. Nada

escapava. Hoje, escapam todos. As mães saem para um lado e os

filhos para outro. Elas vão para o escritório, o shopping, o ateliê,

o restaurante. Eles vão para as aulas de natação, colégio, casas

dos amigos, cinemas. Mães e filhos mal se vêem, mesmo morando

juntos. No entanto, uma coisa os manterá eternamente ligados,

substituindo o cordão umbilical: o telefone.
Amédico. Filha, não esqueça de me trazer o livro assim que

terminar. Filho, não esqueça de usar camisinha. Filha, não esqueça

de cortar o cabelo, sua franja está no nariz. Filha, não esqueça do

que aconteceu com a Suzaninha, olho no seu marido.
Mães ligam no sábado para convidar para o almoço. Mães ligam no

domingo para saber se a lasanha não estav a muito salgada. Mães

ligam na segunda para dizer que já estão com saudade. Mães ligam

na terça agradeçendo a gente ter passado lá. Mães ligam na quinta

para avisar que vão a um vernissage. Mães ligam na sexta para

falar mal dos quadros. Mães ligam no sábado para recomeçar.
Os filhos se queixam? Todos. Faz parte da miseen-scènce. Eles

reclamam que a mãe pega no pé, que é onipresente, que não dá

folga, mas se ela fica 24 horas sem dar sinal de vida, eles chamam

os bombeiros, a brigada, o Ecco Salva: descubram onde está mamãe!
Eu falo com minha mãe dia sim, outro também. Se ela não liga, eu ligo.

O assunto? Trivial requentado, e está ótimo assim. Mâe pode fazer o

papel de padre, de psiquiatra, de irmã, de filha, mas se sai bem

mesmo é no papel de mãe, atenta e presente, mesmo quando longe.

Trabalhem, caríssima mães, festeiem, viajem, namorem, estudem,

caminhem, divirtam-se. Maternidade não é tudo. Mas continuem

ligando para saber se a gente chegou bem em casa.


Martha Medeiros - Jornal Zero Hora edição dominical - 10.Maio.1998



Dia da MÃE é sempre que um filho quiser





2 comentários:

Kátia Moreira disse...

Mãe...São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito.

Para louvar a nossa mãe
Todo bem de se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer.

Palavra tão pequenina bem sabem os lábios meus.
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que DEUS!
(Mário Quintana)

Dedico esse poemas a todos tipos de mães,
Sejam, biológicas ou de coração, e as futuras.
Tenham um lindo fim de semana e
FELIZ DIA DAS MÃES!!!

freefun0616 disse...

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