quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Já aí vem............


Subtileza feminina

Um homem telefona para a sua esposa e diz:
* Querida, o meu chefe convidou a mim e a
alguns dos seus amigos para irmos pescar num
lago distante. Vamos ficar fora uma semana.
Esta é uma excelente oportunidade para eu
conseguir a promoção quetenho esperado;
por isso prepare-me roupa suficiente para uma
semana, e também a minha caixa de apetrechos
de pesca. Vamos partir directamente daqui do
escritório, e vou passar aí apenas para apanhar
essas coisas.
* Ah... Por favor, coloque também o meu pijama
novo, aquele de seda azul.
A mulher acha que isso soa um bocado estranho,
mas atende ao pedido do marido.
No fim-de-semana seguinte, ele regressa da
pescaria um tanto cansado;
mas, fora isso,nada de anormal.
A mulher recebe-o com um beijo e pergunta-lhe
se apanharam muitos peixes.
Ele responde:
* Sim! Muitos pargos, algumas garoupas e uns
poucos carapaus. Mas, porque é que não colocaste
o meu pijama de seda azul, tal como pedi?
A mulher apenas olha fixamente nos olhos dele e
responde segura de si:
* Coloquei sim, querido! Coloquei-o dentro da
caixa de apetrechos de pesca.
Moral da história:
NUNCA DUVIDE DA CAPACIDADE DE
RACIOCÍNIO DE UMA MULHER


DIA DE MERDA

Aeroporto Santos Dumont, 15:30.

Senti um pequeno mal-estar causado por uma
cólica intestinal, mas nada que uma urinada ou
uma barrigada não aliviasse. Mas, atrasado para
chegar ao ônibus que me levaria para o Galeão, de
onde partiria o vôo para Miami, resolvi segurar as
pontas.

Afinal de contas são só uns 15 minutos de busão.

'Chegando lá, tenho tempo de sobra para dar
aquela mijadinha esperta, tranqüilo, o avião só
sairía às 16:30'.

Entrando no ônibus, sem sanitários. Senti a
primeira contração e tomei consciência de que
minha gravidez fecal chegara ao nono mês e que
faria um parto de cócoras assim que entrasse no
banheiro do aeroporto.

Virei para o meu amigo que me acompanhava e,
sutil falei:

'Cara, mal posso esperar para chegar na merda
do aeroporto porque preciso largar um barro.'

'Nesse momento, senti um urubu beliscando
minha cueca, mas botei a força de vontade para
trabalhar e segurei a onda.'

O ônibus nem tinha começado a andar quando,
para meu desespero, uma voz disse pelo alto falante:
'Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois
aeroportos levará em torno de 1hora,
devido a obras na pista.

'Aí o urubu ficou maluco querendo sair a qualquer
custo. Fiz um esforço hercúleo para segurar o trem
merda que estava para chegar na estação anus a
qualquer momento.

Suava em bicas. Meu amigo percebeu e, como bom
amigo que era, aproveitou para tirar um sarro.

O alívio provisório veio em forma de bolhas
estomacais, indicando que pelo menos por enquanto as
coisas tinham se acomodado. Tentava me distrair vendo
TV, mas só conseguia pensar em um banheiro, não com
uma privada, mas com um vaso sanitário tão branco e
tão limpo que alguém poderia botar seu almoço nele. E o
papel higiênico então: branco e macio, com textura e
perfume e, ops, senti um volume almofadado entre meu
traseiro e o assento do ônibus e percebi, consternado,
que havia cagado. Um cocô sólido e comprido daqueles
que dão orgulho de pai ao seu autor.

Daqueles que dá vontade de ligar pros amigos e
parentes e convidá-los a apreciar na privada.

Tão perfeita obra, dava pra expor em uma bienal.

Mas sem dúvida, a situação tava tensa. Olhei para o
meu amigo, procurando um pouco depiedade, e
confessei sério:

'Cara, caguei!'

Quando meu amigo parou de rir, uns cinco minutos
depois, aconselhou-me a relaxar, pois agora estava tudo
sob controle.

'Que se dane, me limpo no aeroporto', pensei.

'Pior que isso não fico'.

Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica
recomeçou forte. Arregalei os olhos, segurei-me na cadeira
mas não pude evitar, e sem muita cerimônia ou anunciação,
veio a segunda leva de merda. Desta vez, como uma pasta
morna. Foi merda para tudo que é lado, borrando,
esquentando e melando a bunda, cueca, barra da camisa,
pernas, panturrilha, calças, meias e pés.

E mais uma cólica anunciando mais merda, agora líqüida,
das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo a liberdade.
E depois um peido tipo bufa, que eu nem tentei segurar.
Afinal de contas, o que era um peidinho para quem já estava
todo cagado...

Já o peido seguinte, foi do tipo que pesa. E me caguei pela
quarta vez. Lembrei de um amigo que certa vez estava com
tanta caganeira que resolveu botar modess na cueca, mas
colocou as linhas adesivas viradas para cima e quando foi
tirá-lo levou metade dos pêlos do rabo junto.
Mas era tarde demais para tal artifício absorvente.
Tinha menstruado tanta merda que nem uma bomba de
cisterna poderia me ajudar a limpar a sujeirada.

Finalmente cheguei ao aeroporto e saindo apressado
com passos curtinhos, supliquei ao meu amigo que
apanhasse minha mala no bagageiro do ônibus e a levasse
ao sanitário do aeroporto para que eu pudesse trocar de
roupas. Corri ao banheiro e entrando de boxe em boxe,
constatei falta de papel higiênico em todos os cinco.

Olhei para cima e blasfemei: 'Agora chega, né?'

Entrei no último, sem papel mesmo, e tirei a roupa
toda para analisar minha situação (que concluí como sendo
o fundo do poço) e esperar pela minha salvação, com
roupas limpinhas e cheirosinhas e com ela uma lufada de
dignidade no meu dia.

Meu amigo entrou no banheiro com pressa, tinha feito o
'check-in' e ia correndo tentar segurar o vôo. Jogou por cima
do boxe o cartão de embarque e uma maleta de mão e saiu
antes de qualquer protesto de minha parte. 'Ele tinha
despachado a mala com roupas'. Na mala de mão só tinha
um pulôver de gola 'V'.

A temperatura em Miami era de aproximadamente
35 graus.

Desesperado comecei a analisar quais de minhas roupas
seriam, de algum modo, aproveitáveis. Minha cueca, joguei
no lixo. A camisa era história. As calças estavam deploráveis
e assim como minhas meias, mudaram de cor tingidas pela
merda. Meus sapatos estavam nota 3, numa escala de 1a 10.
Teria que improvisar. A invenção é mãe da necessidade,
então transformei uma simples privada em uma magnífica
máquina de lavar. Virei a calça do lado avesso, segurei-a
pela barra, e mergulhei a parte atingida na água. Comecei a
dar descarga até que o grosso da merda se desprendeu.
Estava pronto para embarcar.

Saí do banheiro e atravessei o aeroporto em direção ao
portão de embarque trajando sapatos sem meias, as calças
do lado avesso e molhadas da cintura ao joelho
(não exatamente limpas) e o pulôver gola 'V', sem camisa.

Mas caminhava com a dignidade de um lorde.

Embarquei no avião, onde todos os passageiros estavam
esperando o 'RAPAZ QUE ESTAVA NO BANHEIRO' e
atravessei todo o corredor até o meu assento, ao lado do
meu amigo que sorria.

A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de
algo.

Eu cheguei a pensar em pedir 120 toalhinhas
perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante
e uma gilete para cortar os pulsos, mas decidi não pedir:

'Nada, obrigado.'

Eu só queria esquecer este dia de merda. Um dia de merda...

Luis Fernando Veríssimo (verídico)



>Poema de Camões
>Amor é fogo que arde sem se ver;
>É ferida que dói e não se sente;
>É um contentamento descontente;
>É dor que desatina sem doer.
>
>A Análise de uma aluna de 16 anos da Escola C+S da
Rinchoa foi a seguinte:
>
>Ah!!! Camões!!!
>Se vivesses hoje em dia!
>Tomavas uns anti-piréticos;
>Uns quantos analgésicos;
>E Xanax ou Prozac para a depressão;
>Compravas um computador;
>Consultavas a página do Murcon;
>E descobririas,
>Que essas dores que sentias;
>Esses calores que te abrasavam;
>Essas mudanças de humor repentinas;
>Esses desatinos sem nexo;
>Não eram feridas de amor;
>Mas somente,....
>Falta de sexo.
>
Jitos Nela

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