sexta-feira, 7 de março de 2008

ESTRANHO CASO CLÍNICO !!!!
O parto foi através de cesariana, pois até a data prevista (31/3)
não houve sinais, então optamos pela cirurgia.
Pedro nasceu muito bem.
Chorou logo e teve nota 9 de Apgar.
Nasceu com 48 cm e pesou 3,430kg. Seu primeiro ano de vida foi
ótimo, com desenvolvimento perfeito enenhuma doença.
Sentou com cinco meses, andou com 11meses, disse as primeiras
palavras com 7 meses e antes disso jáemitia sons naturais de um
bebê. Com um ano e dois meses, certa tarde durante o sono,
Pedro acordou assustado comoestivesse se engasgando.Isso se
repetiu por mais alguns dias até que fomos ao médico.
Este viu uma crise, suspeitou de refluxo-gastresofágico e solicitou
alguns exames.Nesta época, estas crises aconteciam mais ou
menos 10 vezes ao dia e duravam aproximadamente15 segundos.
Como os exames não acusaram nada, por indicação do médico,
procuramos um neurologista infantil que disse tratar-se de crises
convulsivas.Fizemos um primeiro eletro encefalograma que foi
normal.Procuramos o Dr.Salomão Schwartzmam, que o avaliou e
considerou-o logicamente perfeito. Nesse período, as crises
aumentavam em quantidade e intensidade.Assim, em agosto de
90 ele foi internado na UTI pela primeira vez com
aproximadamente uma crise a cada 3 minutos. Ficou no Hospital
20 dias e saiu com as crises mais controladas. Fez umaTomografia
Computadorizada que foi normal.O segundo eletro acusou foco
irritadiço do lado direitocérebro.Apesar de tudo isso, seu
desenvolvimento continuava normal, porém mostrava-se mais
sonolento. As crises continuavam; eram crises mistas.
Em outubro de 90, percebemos que ele estava sorrindo menos,
chorando menos e que quando sorria, o lado esquerdo de seu
rosto parecia paralisado.Em novembro de 90, percebi que ele
usava menos o braço esquerdo. Osmédicos chamaram de
seqüelas.Em dezembro de 90, fizemos uma ressonância
magnética de crânio, um exame de Fundo de Olho e alguns
exames para detectar erros inatos do metabolismo.
Todos os exames foram normais. Nessa época, ele já
apresentava dificuldade para caminhar e falava menos.
Mantinha uma média de mais ou menos 20 crises por dia.
No decorrer de sete meses mudamos de médicos por diversas
vezes vários anticonvulsivantes foram testados.Porém o efeito
nunca era totalmente satisfatório. E esteve internado mais duas
vezes para controlar crises mais freqüentes.Em janeiro de 91,
Pedro foi internado mais uma vez e saiu do hospital sem andar,
sentar ou falar. Em fevereiro,novamente foi internado com crises
muito fortes, ficou20 dias no Hospital. As crises já duravam 1 min,
manifestando-se a cada 10 min.Nessa ocasião, foi medicado com
cortisona e fez vários exames de Metabolismo, porém nada foi
encontrado... A habilidade motora dele ficou debilitada.
Quando teve alta, não segurava a cabeça, não sentava sozinho e
parecia não reconhecer ninguém, além de não fixar o olhar em
nada.O tempo foi passando, e com seções de fisioterapia e muito
carinhoPedro foi conseguindo alguns pequenos progressos.
Continuávamos nossa maratona em médicos e exames, porém
nada acontecia.Suas crises ficaram um pouco mais controladas,
manifestando-se somente durante o sono, aproximadamente
8 episódios por noite, comduração de cerca de 1 min.
No final de 95, ele ficou alguns dias consecutivos sem apresentar
crises.Nestes últimos anos, repetiu alguns exames, porém nada
de novo foi encontrado. Teve complicações pulmonares e tomou
muito antibiótico.Nos últimos meses de 95, Pedro readquiriu o
controle da cabeça e ganhou maior firmeza no tronco.Passou a
fixar o olhar nas pessoas e objetos, porém ainda não manifestando
desejo de pegá-los. Seu rosto ficou mais expressivo, apesar de
ainda não rir ou chorar.Em janeiro de 96, repetimos a Ressonância
Magnética que se apresentou tal e qual a anterior, segundo o
médico que assinou o laudo. O Dr. Fernando Arita, seu médico atual,
diagnosticou que Pedro tem um cérebro um pouco menos denso do
que uma criança de 7 anos.Repetimos também o eletro encefalograma,
que se apresentou bem melhor que o anterior, com crises mais
localizadas.Fizemos também, um estudo de Cariótipo pai, mãe e filho)
com a Dra.Rita de Cássia Stoco e nada foi encontrado.Disse suspeitar
de Doenças Mitocondriais e sugeriu que fizéssemos um estudo de
DNA.Foi feita também, uma dosagem de aminoácidos no sangue e
cromatografia de açúcares na urina. Atualmente, Pedro mantém
cerca de 4 crises convulsivas durante o sono, principalmente a partir
das horas da madrugada.Em suas crises estica braços e pernas, gira a
cabeça para a esquerda e chora. Duram cerca de 45 segundos.
Sua atenção continua fixa nas pessoas e objetos, porém não se
movimenta espontaneamente.Readquiriu razoável controle de tronco,
porém não senta, não fica em pé, não fala, não sorri ou chora.
De dois anos para cá, desenvolveu uma escoliose bastante preocupante.
Está medicado com Rivotril, Valpakine e Tryleptal.Pedro, atualmente,
está com 15 anos.Durante todos estes anos, não encontramos uma
resposta para o que acontece com Pedro, e, também nunca encontramos
alguém com problema semelhante para trocar experiências.Se você
puder ajudar, se for médico ou já conheceu alguma criança com o mesmo
problema, por favor, nos escreva.Se não, passe essa mensagem para
frente para que encontre o destino certo.Muito Obrigado,Liane e Manoel.
Nosso endereço: Rua Conselheiro Brotero, 1559 apto134
CEP 01232-011 SãoPaulo - SP -BRASIL
Fone: (11) 3662.4826
PS: O simples fato de repassar esta mensagem, já é por si só, um
ato de solidariedade. Peço a todas as pessoas as quais enviamos esta
mensagem que, por favor, tentem se conscientizar da necessidade que
nós, seres humanos, temos de receber a ajuda um do outro......
Assim poderemos, quem sabe, ajudar essa família.
Bom fds
BJS NElA