segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O que fazemos com a nossa vida

Dois homens, ambos gravemente
doentes, estavam no mesmo quarto
de hospital. Um deles podia
sentar-se na sua cama durante
uma hora, todas as tardes,
para que os fluidos
circulassem nos seus pulmões.
A sua cama estava junto da única
janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar
sempre deitado de costas.
Os homens conversavam horas a
fio. Falavam das suas mulheres,
famílias, das suas casas, dos seus
empregos, dos seus aeromodelos,
onde tinham passado as férias...
E todas as tardes, quando o homem
da cama perto da janela se
sentava,passava o tempo a
descrever ao seu companheiro de
quarto todas as coisas que
conseguia ver do lado de fora da
janela.
O homem da cama do lado começou
a viver à espera desses períodos de
uma hora, em que o seu mundo era
alargado e animado por toda a
actividade e cor do mundo do lado
de fora da janela.
A janela dava para um parque com
um lindo lago. Patos e cisnes,
chapinhavam na água enquanto as
crianças brincavam com os seus
barquinhos. Jovens namorados
caminhavam de braços dados por
entre as flores de todas as cores do
arco-íris. Árvores velhas e enormes
acariciavam a paisagem e uma tênue
vista da silhueta da cidade podia ser
vislumbrada no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto
da janela descrevia isto tudo com
extraordinário pormenor, o homem
no outro lado do quarto fechava os
seus olhos e imaginava as
pitorescas cenas.
Um dia, o homem perto da janela
descreveu um desfile que ia
a passar:
Embora o outro homem não
conseguisse ouvir a banda,
conseguia vê-la e ouvi-la na sua
mente, enquanto o outro senhor a
retratava através de palavras
bastante descritivas.
Dias e semanas passaram. Uma
manhã,a enfermeira chegou ao
quarto trazendo água para os seus
banhos, e encontrou o corpo sem
vida, o homem perto da janela, que
tinha falecido calmamente enquanto
dormia.
Ela ficou muito triste e chamou os
funcionários do hospital para que
levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o
outro homem perguntou se podia
ser colocado na cama perto da
janela. A enfermeira disse logo que
sim e fez a troca.
Depois de se certificar de que o
homem estava bem instalado, a
enfermeira deixou o quarto.
Lentamente, e cheio de dores,
o homem ergueu-se, apoiado no
cotovelo, para
contemplar o mundo lá fora. Fez um
grande esforço e lentamente olhou
para o lado de fora da janela que
dava, afinal, para uma parede de
tijolo!
O homem perguntou à enfermeira o
que teria feito com que o seu
falecido companheiro de quarto lhe
tivesse descrito coisas tão
maravilhosas do lado de fora da
janela.
A enfermeira respondeu que o
homem era cego e nem sequer
conseguia ver a parede. Talvez
quisesse apenas dar-lhe coragem...
Moral da História:
Há uma felicidade tremenda em
fazer os outros felizes, apesar dos
nossos próprios problemas.
A dor partilhada é metade da
tristeza, mas a felicidade, quando
partilhada, é dobrada.
Se te queres sentir rico, conta todas
as coisas que tens que o dinheiro
não pode comprar.
' O dia de hoje é uma dádiva, por
isso é que o chamam de presente.'
Vaso Chinês

Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos,
cada um suspenso
na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.
Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este
último estava
sempre cheio de água ao fim da longa caminhada do rio até
casa, enquanto o
rachado chegava meio vazio.
Durante muito tempo a coisa foi andando assim, com a
senhora chegando a
casa somente com um vaso e meio de água.
Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do
próprio resultado e
o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de
conseguir fazer só
a metade daquilo que deveria fazer.
Depois de dois anos, reflectindo sobre a própria amarga
derrota de ser
'rachado', o vaso falou com a senhora durante o caminho:
'Tenho
vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu
tenho faz-me perder metade da
água durante o caminho até a sua casa...'
A velhinha sorriu:
Reparaste que lindas flores há somente do teu lado do
caminho? Eu
sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes
de flores na beira da
estrada do teu lado. E todos os dia, enquanto a gente
voltava, tu regava-las.
Durante dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores
para enfeitar
a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas
maravilhas
na minha casa.

Cada um de nós tem o seu próprio defeito. Mas é o defeito
que cada um
de nós tem, que faz com que nossa convivência seja
interessante e
gratificante.
É preciso aceitar cada um pelo que é... E descobrir o que há
de bom
nele.'

Portanto, meu 'defeituoso' amigo/a, tenha um bom dia e
lembre-se de
regar as flores do seu lado do caminho...
Bjs desta vossa 'defeituosa' amiga
Nela