sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009


Beleza

Aspiração humana, a beleza física atinge em cheio nosso
senso estético. Enche os olhos com suas cores e formas.
Atrai, desperta desejos. Quem não a quer?
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Mas a beleza também traz consigo o pesado tributo da
inveja, da cobiça, da vaidade e do orgulho.
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Mesmo assim, todos a queremos. Faz parte da natureza
humana desejar sobressair-se, destacar-se por algo que
os demais não têm.
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Por isso estendemos nosso desejo de beleza física para
parceiros, filhos, roupas, casa, jardim, objetos.
Queremos beleza em tudo, a toda hora. E rejeitamos
automaticamente o que consideramos feio.
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Mas, o que é a beleza física? Um corpo perfeito, um rosto
adorável? Cabelos brilhantes? Tudo isso é tão passageiro.
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O corpo envelhece e um dia morrerá.
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Cuidar do corpo é fundamental, mantê-lo limpo, bem
cuidado, é dever de todos nós. Mas não precisamos
transformar o corpo no centro absoluto de nossa atenção.
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E como vemos isso acontecer, não é? Tanta gente que
permanece horas sem fim em academias, gastando muito
dinheiro em cirurgias plásticas, lipoaspirações, remédios
para emagrecer, cremes para retardar o envelhecimento.
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Uma saudável vaidade não é condenável. Querer estar
bem, não afrontar os demais com uma aparência
maltratada é o ideal. Mas há um limite para os exageros.
E esse limite por vezes é ultrapassado.
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O problema que isso tudo gera é que, ao fim da vida, o que
será daquele cuja atenção total estava no corpo?
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É por isso que vemos gente que envelhece atormentada,
sem aceitar a própria idade, sem conseguir ser feliz. Há
tantos que sofrem por causa da musculatura flácida, das
rugas e da perda de viço da pele.
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Mas sofrer por isso não parece desnecessário?
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Sim. Devemos evitar cultivar o sofrimento em qualquer
circunstância, especialmente por causa de um corpo que
está destinado a desaparecer, voltar ao pó.
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E, no entanto, a beleza da alma – que ficará para todo o
sempre – raros se lembram de cultivar.
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Essa beleza esplêndida, que se manifesta em gestos de
amor, em palavras gentis, em paciência, doçura e
serenidade.
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Acredite: as atitudes afetuosas são os cremes que
retiram a fealdade espiritual. São as cirurgias plásticas
que restauram a beleza moral. Elas são o nosso principal
investimento para o futuro.
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Mas não pense que as coisas são simples como um estalar
de dedos. Para exercitar a beleza da alma é necessário mais
do que uma simples vontade. É preciso disciplina. E muito
importante é ter os olhos voltados para algo além da vida
na Terra.
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Se você observar cuidadosamente, verá que a maioria das
pessoas se prende demais aos valores materiais. A sensação
que se tem é que a curta vida na Terra é o centro de toda
atenção da maioria da Humanidade.
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Raros são os que fixam seu pensamento em Deus e buscam
agir de acordo com as leis criadas por Ele.
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Esses encaram a vida na Terra somente como uma
passagem. Por isso eles trabalham, agem, relacionam-se
com as pessoas, mas têm profunda consciência de que tudo
é passageiro e impermanente.
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Viver assim tem suas dificuldades. Primeiro, porque a
sedução da Terra é muito grande. Os prazeres, condições
e sensações materiais têm apelos muito fortes.
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Eles nos atraem, prendem e nos mantém atados às cadeias
das paixões e alegrias momentâneas.
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Assim, os que desejam cultivar a beleza da alma devem ter
disciplina porque precisam estar focados nos valores
imortais da vida para perceber a prisão que é a vida terrena,
para não se deixar aprisionar pela ilusão corporal.
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Esses, com os olhos postos nas estrelas, sabem que a vida é
muito mais que a carne do corpo, que fazemos parte do
imenso Plano Divino, onde a única beleza que importa é a do
Espírito que vive para o bem.

Pense nisso!
Bom CARNAVAL