terça-feira, 20 de outubro de 2009

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mas, cada 1 pode colocar no lugar k

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HOMENS . . . .

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CUIDADO COMO TE RIS‏

Quem já teve uma dor de barriga, sabe como é...

esta é uma simples história que poderia ter

acontecido contigo...

Aeroporto de Lisboa, 15h30m.

Tenho um pequeno mal-estar causado por uma

cólica intestinal, mas nada que uma cagadela

não aliviasse.

Mas, atrasado para apanhar o autocarro que me

levaria para o aeroporto, do outro lado da cidade,

de onde partiria o voo

para Estocolmo, resolvi segurar as pontas, afinal

de contas, são só uns 15 minutos de viagem.

Ao chegar lá, tenho tempo de sobra para dar uma

cagadela tranquilo. O avião só sairia as 16h30m.

Entrei no autocarro, sem sanitários, senti a

primeira contracção e tomei consciência de que

a minha gravidez fecal chegara ao nono mês e

que faria um parto de cócoras assim que

entrasse no W.C. do aeroporto.

Virei-me para o meu amigo que me acompanhava

e, subtilmente, disse-lhe:

- Fogo, mal posso esperar para chegar ao aeroporto

porque preciso largar a farinheira.

Nesse momento, senti o cagalhão a beliscar as

minhas cuecas, mas pus a força de vontade a

trabalhar e segurei a onda.

O autocarro nem tinha começado a andar

quando para meu desespero, uma voz

disse pelo altifalante:

- Senhoras e senhores, devido ao muito

trânsito, a nossa viagem até ao aeroporto

levará cerca de 1 hora. Aí o cagalhão ficou

maluco e tentou sair a qualquer custo!

Fiz um esforço hercúleo para segurar o

comboio de merda. Suava em bica.

O meu amigo percebeu e, como bom amigo

que era, aproveitou para gozar comigo.

O alívio provisório veio em forma de bolhas

estomacais indicando que, pelo menos por

enquanto, as coisas tinham-se acomodado

por ali. Tentava-me distrair vendo a

paisagem mas só conseguia pensar numa

casa de banho com uma sanita, tão branca e

tão limpa que daria para almoçar nela! E o

papel higiénico então: era branco e macio e

com textura e perfume e...

Oops! Senti um volume almofadado entre o

meu traseiro e o assento do autocarro e

percebi consternado que havia cagado.

Um cocó sólido e comprido daqueles que

dão orgulho de pai ao seu autor. Daqueles

que dá vontade de ligar para os amigos e

parentes e convidá-los a apreciar, na sanita,

tão perfeita obra! Daria até para a expor

no CCB! Mas, sem dúvida, não neste caso.

Olhei para o meu amigo, procurando um

pouco de solidariedade, e confessei-lhe de

modo muito sério:

- Olha, caguei-me.

Quando o meu amigo parou de rir, uns cinco

minutos depois, aconselhou-me a ficar no

centro da cidade, onde o autocarro faria

escala a meio da viagem, e que me limpasse

em algum lugar. Mas resolvi que ia seguir

viagem, pois agora estava tudo sob controlo.

Que se lixe, limpo-me no aeroporto,

- pensei - pior do que estou não fico.

Mal o autocarro entrou em movimento,

a cólica recomeçou forte. Arregalei os olhos,

segurei-me na cadeira, mas não pude evitar,

e sem muita cerimónia ou anunciação, veio

a segunda leva de merda. Desta vez como

uma pasta morna. Foi merda para tudo que

é lado, borrando, esquentando e lambuzando

o cu, cuecas, barra da camisa, pernas, calças,

meias e pés. Logo a seguir, mais uma cólica

anunciando mais merda, agora líquida, das

que queimam o fofo do freguês ao sair rumo

à liberdade. E, no instante seguinte, um peido

tipo bufa, que eu nem tentei segurar... afinal

de contas o que era um peidinho para quem

já estava todo cagado?? Já o peido seguinte

foi do tipo que pesa e eu caguei-me pela

quarta vez.

Lembrei-me de um amigo que, certa vez,

estava com tanta caganeira que resolveu pôr

um penso higiénico nas cuecas, mas

colocou-o com as linhas adesivas viradas

para cima e, quando quis tirá-lo, levou metade

dos pêlos do rabo junto. Mas, era tarde

demais para tal artifício absorvente.

Tinha menstruado tanta merda que nem

uma bomba de cisterna poderia ajudar-me a

limpar a sujeira. Finalmente cheguei ao

aeroporto e, saindo apressado com passos

curtinhos, supliquei ao meu amigo que

apanhasse a minha mala na bagageira do

autocarro e a levasse aos sanitários do

aeroporto para que eu pudesse trocar de

roupas. Corri para a casa de banho e

entrando de porta em porta, constatei a

falta de papel higiénico em todas as cinco

portas. Olhei para cima e blasfemei:

- Agora chega, Pá!! Entrei na última porta,

mesmo sem papel, e tirei a roupa toda para

analisar a minha situação (que conclui

como sendo o fundo do poço) e esperar

pela mala da salvação, com roupas

limpinhas e cheirosas e com ela uma lufada

de dignidade no meu dia. Entretanto, o

meu amigo entrou na casa de banho cheio

de pressa... já tinha feito o 'check - in' e

disse-me que tinha que ir depressa avisar

o voo para esperarem por nós. Mandou por

cima da porta o cartão de embarque e a

minha maleta de mão e saiu antes de

qualquer protesto de minha parte.

Ele tinha-se enganado na mala que eu

aguardava e já tinha despachado a mala

com roupas. Na mala de mão só tinha um

pullover de lã com gola em bico.

A temperatura em Lisboa nesta altura era

de aproximadamente 37 graus.

Desesperado, comecei a analisar quais das

minhas roupas seriam, de algum modo,

aproveitáveis. As minhas cuecas, mandei-as

para o lixo. A camisa era história. As calças

estavam deploráveis, assim como as minhas

meias, que mudaram de cor tingidas pela

merda. Aos meus sapatos dava-lhes nota 3,

numa escala de 1 a 10. Teria que improvisar.

A invenção é filha da necessidade, então

transformei uma simples casa de banho

pública numa magnífica máquina de lavar.

Virei as calças do lado avesso, segurei-a

pela barra, e mergulhei a parte atingida

na água. Comecei a dar ao autoclismo até

que o grosso da merda se desprendeu.

Estava pronto para embarcar. Sai do

banheiro e atravessei o aeroporto em

direcção ao portão de embarque

trajando sapatos sem meias, calças

vestidas do avesso e molhadas da

cintura até ao joelho (não

exactamente limpas) e o pullover de

gola em bico sem camisa.

Mas caminhava com a dignidade de

um lorde. Embarquei no avião, onde

todos os passageiros estavam à espera

do rapaz que estava na casa de banho

e atravessei todo o corredor até ao meu

assento ao lado do meu amigo que

sorria. A hospedeira aproximou-se e

perguntou-me se precisava de algo.

Eu cheguei a pensar em pedir uma

gilette para cortar os pulsos ou 130

toalhinhas perfumadas para disfarçar

o cheiro de fossa transbordante, mas

decidi não as pedir...e respondi-lhe

com uma esforçada cara angélica:

- Nada, obrigado... eu só queria mesmo

era esquecer este dia!

Nela